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apresentação
 

Sou artista da dança há mais de 15 anos e, junto da minha trajetória profissional na dança, me tornei Eutonista em 2018 formada com a 9a Turma do Curso de Formação Profissional em Eutonia do Instituto Brasileiro de Eutonia em São Paulo.

 

A Eutonia como prática artístico-clínica vem, nesses anos, nutrindo tanto minha atuação como dançarina, coreógrafa, performer, arte educadora, preparadora corporal, dramaturgista e pesquisadora como vem orientando o meu olhar como terapeuta através do corpo e do movimento. 

Conheci a Eutonia em 2016 pois, na ocasião, buscava tanto uma prática de cuidado pessoal como uma ferramenta que pudesse me auxiliar no trabalho artístico-clínico que desenvolvia na época com pessoas com experiência com a loucura do Hospital-Dia do Instituto Psicossocial A Casa. Desde então, a Eutonia se tornou uma prática regular de autocuidado e uma largo campo de atuação, pesquisa e interesse profissional em habitar as interseções entre arte e clínica. 

Atualmente situo minha pesquisa e prática profissional - tanto em dança quanto na Eutonia - a partir do meu interesse pela interdisciplinaridade entre diferentes áreas de conhecimentos. Dentre essas áreas, me interessa a prática e os saberes da clínica social-antimanicomial, os estudos culturais desde uma perspectiva decolonial da saúde, as teorias feministas e de gênero a respeito do corpo, apostando sempre em uma perspectiva especulativa, política e clínica do processo criativo-terapêutico.

 

O meu Trabalho de Conclusão de Curso na formação como Eutonista recebeu o título "Quando o corpo afunda e encontra as próprias guelras: Eutonia e coreografia como práticas vertiginosas de cuidado". Foi um trabalho que teve como eixo central a tentativa de elaborar um pensamento incorporado desde minha prática interseccional entre o fazer clínico e o coreográfico, tendo o solo "Verter Abismo" sido também parte desse processo de pesquisa. Tanto esse solo quanto o trabalho escrito são tentativas de construir uma linguagem que busque dimensionar poética e politicamente uma perspectiva artístico-clínica não-hegemônica e não-normativa sobre o cuidado do/com/a partir do corpo que dança e cuida. 

 

sobre a eutonia

O QUE É A EUTONIA?

A Eutonia é uma prática de cuidado que se dá através da escuta, observação e estudo do corpo. Trata-se de uma ferramenta terapêutica e pedagógica na qual o contato consciente e a observação das sensações corporais se unem para promover uma maior disponibilidade para o movimento, tendo como princípio atuar sob a percepção da anatomia do corpo vivo desde a perspectiva da autonomia e da singularidade da experiência de cada pessoa.  

QUAL O OBJETIVO? 

Com o decorrer do tempo, o processo visa despertar a consciência para uma vida mais presente e integrada, aumentando a qualidade da saúde dos tecidos, bem como da atenção e do sono, gerando bem-estar e fortalecendo a vitalidade. Ao longo das sessões de Eutonia, o objetivo é promover uma reconexão e expansão das sensações corporais, promovendo, dentre outros benefício, um processo de autorregulação do tônus corporal.

QUEM PODE SE BENEFICIAR?

Qualquer pessoa que esteja sentindo desconfortos ligados a dores crônicas, insônia, ansiedade, estresse, doenças degenerativas, lesões articulares, ligamentares e/ou nos tendões, distúrbios emocionais, doenças psicossomáticas e/ou se interesse em aprimorar o movimento e a expressividade do corpo.

COMO A PRÁTICA FUNCIONA?

A prática da Eutonia pode acontecer em dois formatos: através dos Atendimentos Individuais ou em Aulas de Grupo. Em ambos os formatos, o trabalho se dá através do contato gerado tanto a partir da condução verbal oferecida pela Eutonista, como através do toque das mãos e/ou do uso de materiais como castanhas, bambu, bolinhas, sacos de sementes, dentre outros.

Os objetivos tanto do Atendimentos Individuais como das Aulas em Grupo são, em termos gerais:

 

  • promover uma conexão e escuta profunda com o próprio corpo;

  • expandir o repertório de sensações corporais através do contato consciente;

  • ampliar e integrar a percepção do corpo na relação com o ambiente;

  • promover um processo de autorregulação do tônus corporal; 

  • contribuir com o processo de autonomia do cuidado de si;  

  • melhorar a qualidade do sono através do aumento da qualidade de atenção; 

 

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