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VERDE ABISMO [2020/2021 - em processo]

Olhar em reverso para reparar o que sempre esteve apesar da aparente invisibilidade. Questão de percepção e fantasmagoria. Algo que incorpora o que já está em si e fora de si.  A cura. O noise cura. O toque cura. Os olhos enxergam outras coisas quando estão vesgos. O corpo não está dado e não é óbvio. É imagem em ato. Imaginação. Imaginar é mudar. Ir em direção ao futuro que se apresenta como ruína. Um sonho recorrente. Corpo que move a morte e a doença a fim de reativar a vida. Tragédia. Maldição. Feitiço. Cuidado é carinho e perigo ao mesmo tempo. Veneno por um lado, remédio por outro. Uma questão de medida. 

Dentro de minha barriga mora um pássaro, dentro do meu peito, um leão. Este passeia pra lá e pra cá incessantemente. A ave grasna, esperneia e é sacrificada. O ovo continua a envolvê-la, como mortalha, mas já é o começo do outro pássaro que nasce imediatamente após a morte. Nem chega a haver intervalo. É o festim da vida e da morte entrelaçadas.” (Lygia Clark)

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FICHA ARTÍSTICA

Criação e performance | Isis Andreatta

Co-criação de som | Sara Vieira Marques

Colaboração | Alina Ruiz Folini e Natália Mendonça

Residência | Espaço Alkântara e Espaço do Tempo

Fotos | Vitorino Coragem

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